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Autor
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Referência
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SIMMEL
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Simmel, Georg. A sociabilidade (exemplo de sociologia pura ou
formal). In: Simmel, Georg. Questões
fundamentais da sociologia: indivíduo e sociedade. Rio de Janeiro; Jorge
Zahar, 2006. p. 59-82.
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Conceito
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O que significa
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Interação
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Relação de convívio ou estado de correlação com os outros
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Sociação
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Forma na qual os indivíduos, em razão de seus interesses, se
desenvolvem conjuntamente em direção a uma unidade no seio da qual esses
interesses se realizam.
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Sociabilidade
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O que é autenticamente social na existência social é aquele ser com,
para e contra com os quais os conteúdos ou interesses materiais
experimentaram uma forma ou um fomento por meio de impulsos ou finalidades.
Essas formas adquirem então, puramente por si mesmas e por esse estímulo que
delas irradia a partir dessa liberação, uma vida própria, um exercício livre
de todos os conteúdos materiais. Esse é justo o fenômeno da sociabilidade.
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Autor
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Referência
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MAUSS
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MARTINS, Paulo Henrique. A sociologia de Marcel Mauss: dádiva,
simbolismo e associação. Revista Crítica de Ciências Sociais, 73, Dezembro
2005. p. 89-116. Disponível em:
http://www.ces.uc.pt/rccs/ficheiros/073/artigos/RCCS73-045-066-Paulo_H.Martins.pdf
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Conceito
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O que significa
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Dádiva (ou dom)
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Sistema de reciprocidade de caráter interpessoal, que se expande ou se
retrai a partir de uma tríplice obrigação coletiva de doação, recebimento e
devolução de bens simbólicos e materiais, anterior aos interesses contratuais
e às obrigações legais.
Dádiva para Mauss não é caridade nem benção. É uma lógica organizativa do social que tem caráter universalizante e que não pode ser reduzida a aspectos particulares como aqueles religiosos ou econômicos. O entendimento do sentido sociológico da dádiva introduz a idéia da ação social como interação, como movimento circular acionado pela força do bem (material ou simbólico) dado, recebido e retribuído, o qual interfere diretamente tanto na distribuição dos lugares dos membros do grupo social como nas modalidades de reconhecimento, inclusão e prestígio. |
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Autor
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Referência
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TÖNNIES
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TÖNNIES, Ferdinand. Comunidade e Sociedade. In: MIRANDA,
Orlando (Org.). Para Ler Ferdinand Tönnies. São Paulo: Edusp,
1995.
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Conceito
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O que significa
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Vontade natural
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Vontade humana dirigida por instintos, orientada por motivações de
origem orgânica (nutrição, auto-preservação e reprodução)
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Vontade Arbitrártia
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Vontade humana guiada por outros móbiles, transcendendo os
determinantes do “orgânico”, partindo de representações ideais e artificiais
sobre os homens e o mundo ao seu redor, que assume caráter deliberativo,
propositivo e racional
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Relações comunitárias
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Resultantes da vontade natural, sustentadas por uma cultura holista,
por homens que se sentem e sabem como pertencendo-se uns aos outros, fundados
na proximidade natural de seus espíritos. Que tem raízes nas disposições
gregárias estimuladas pelos laços de consangüinidade e afinidade.
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Comunidade
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Forma-se a partir de disposições gregárias, estimuladas pelos laços de
consangüinidade e afinidade (pais e filhos, irmãos e vizinhos).
Caracteriza-se pela inclinação emocional recíproca, comum e unitária, pelo consenso e o mútuo conhecimento íntimo. Apresenta três padrões de sociabilidade: o padrão formado com base nos laços de consangüinidade, nas relações de parentesco (comunidade de sangue); o formado com base nos laços de coabitação territorial, do lugar (comunidade de vizinhança); o formado com base na afinidade espiritual (amizade). Esses padrões se realizam territorialmente através de três núcleos espaciais: a casa, a aldeia e a cidade. Na cidade, a irmandade profissional seria a mais alta expressão da idéia de comunidade. |
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Relações societárias
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Resultantes da vontade arbitrária, mediadas pela razão, o cálculo e o
interesse
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Sociedade
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Surgem quando
indivíduos auto-conscientes de seus interesses entram em relação uns com os
outros instrumentalizando meios que lhe estão ao alcance, considerando pura,
fria e simplesmente, regras estabelecidas no plano contratual. É o domínio da
racionalidade.
Cada vontade é reconhecida socialmente como unidade subjetiva moralmente autônoma, independente e auto-suficiente, estando para si em um estado permanente de tensão com as demais, sendo as intromissões de outras vontades na maioria das vezes aludida como ato de hostilidade. |
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Autor
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Referência
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DURKHEIN
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Costa, Maria Cristina
Castilho. Introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, 1987.
Ler: A sociologia de Durkheim (p. 51-59)
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Conceito
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O que significa
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Consciência Coletiva
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“o conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros
de uma mesma sociedade” que “forma um sistema determinado com vida própria”.
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Fatos sociais
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Dentre os acontecimentos gerais e repetitivos, aqueles que apresentam
características exteriores comuns; que se distinguem dos acontecimentos
individuais ou acidentais, o essencial do fortuito.
Características dos fatos sociais: • Fatos sociais são exteriores aos indivíduos - dotados de existência exterior às consciências individuais. Regras sociais, costumes, as leis existem antes do nascimento das pessoas. Os fatos sociais têm existência própria e independente daquilo que pensa e faz cada indivíduo em particular. • Os fatos exercem força sobre os indivíduos, são coercitivos (coerção social) levando-os a conformarem-se às regras da sociedade em que vivem independentemente de suas vontades ou escolhas (adoção de um idioma; tipo de formação familiar, código de leis), – que se torna evidente |
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Fatos sociais normais
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Aquele que se encontra generalizado pela sociedade ou quando
desempenha alguma função importante para a sua adaptação ou evolução. Aquele
que reflete os valores e as condutas sociais aceitas pela maior parte da
população.
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Fatos sociais patológicos
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Aquele que se encontra fora dos limites permitidos pela ordem social e
pela moral vigente. Aquele que põe em risco a harmonia, o acordo, o consenso,
e, portanto, a adaptação e a evolução da sociedade. Tem caráter transitório e
excepcional.
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Prenoções
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Valores e sentimentos pessoais em relação ao acontecimento a ser
estudado
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Morfologia social
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Método para comparar as diversas sociedades, para classificar as
espécies sociais. As sociedades variam de estágio, apresentando formas
diferentes de organização social que tornam possível defini-las como
“inferiores” ou “superiores”. Elas “evoluíram a partir da horda, a forma
social mais simples, igualitária reduzida a um único segmento onde os
indivíduos se assemelhavam aos átomos, isto é, se apresentavam justapostos e
iguais. A partir da horda, foi possível uma série de combinações, das quais
originaram-se outras espécies sociais identificáveis no passado e no
presente, tais como os clãs e as tribos”.
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Solidariedade mecânica
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Predominava nas sociedades pré-capitalistas, onde os indivíduos se
identificavam através da família, da religião, da tradição e dos costumes,
permanecendo em geral independentes e autônomos em relação à divisão do
trabalho social. A consciência coletiva aqui exerce todo seu poder de coerção
sobre os indivíduos.
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Solidariedade orgânica
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Típica das sociedades capitalistas, onde, através da acelerada divisão
do trabalho social, os indivíduos se tornavam interdependentes. Essa
interdependência garante a união social, em lugar dos costumes, das tradições
ou das relações sociais estreitas.
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Autor
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Referência
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WEBER
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Castro, Ana Maria e Dias, Edmundo Fernandes. Introdução ao
Pensamento Sociológico. 18ª Ed. São Paulo: Centauro, 2005. (p. 114-156)
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Conceito
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O que significa
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Ação social
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Conduta humana dotada de sentido. Essa conduta é social na medida em que
cada indivíduo age levando em conta a resposta ou reação de outros
indivíduos.
A ação social (incluindo tolerância ou omissão) se orienta pelas ações dos outros, as quais podem ser: passadas, presentes ou esperadas como futuras (vingança por ataques prévios, réplica e ataques presentes, medidas de defesa frente aos ataques futuros). Os “outros” podem ser individualizados e conhecidos ou uma pluralidade de indivíduos e conhecidos ou uma pluralidade de indivíduos indeterminados e completamente desconhecidos. |
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Ação social racional conforme fins determinados
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Determinada por expectativa no comportamento, tanto de objetos do
mundo exterior como de outros homens e utilizando essas experiências como
“condições” ou “meios” para conseguir fins próprios, racionalmente avaliados
e perseguidos.
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Ação social racional conforme valores
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Determinada pela crença consciente no valor – ético, estético,
religioso ou de qualqueroutra forma que se interprete – próprio e absoluto de
uma determinada conduta, sem relação alguma com o resultado, ou seja,
puramente em virtude desse valor.
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Ação social afetiva especialmente emotiva
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Determinada por emoções e estados sentimentais atuais.
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Ação social tradicional
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Determinada por um costume arraigado.
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Relação social
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Conduta plural – de várias pessoas – que, pelo sentido que encerra, se
apresente como reciprocamente referida e se oriente por essa reciprocidade. A
relação social consiste, portanto, plena e exclusivamente, na probabilidade
de que se atuará, socialmente de uma forma (com sentido) indicável.
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Tipo ideal
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Criação abstrata a partir de casos particulares observados.
Através da observação de casos particulares de ordens sociais diferentes no tempo e no espaço, o cientista constrói um modelo acentuando os traços que lhe pareçam mais característicos (relações sociais, econômicas, políticas, religiosas, etc.). Esse modelo é chamado de tipo ideal, porque nenhum caso particular contem todas as suas características. A ele compara-se todos os casos particulares para identificar as semelhanças e diferenças entre eles. Constrói o tipo ideal do capitalismo ocidental moderno, a partir das diversas características das atividades econômicas em diversas épocas e lugares, antes e após o surgimento das atividades mercantis e da indústria e define o capitalismo em sua forma típica, como “uma organização econômica racional assentada no trabalho livre e orientada para um mercado real, não para a mera especulação ou rapinagem. O capitalismo promove a separação entre empresas e residência, a utilização técnica de conhecimentos científicos, o surgimento do direito e da administração racionalizados. |
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Método compreensivo
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Um esforço interpretativo do passado e de sua repercussão nas
características peculiares das sociedades contemporâneas. Essa atitude de
compreensão é que permite ao cientista atribuir aos fatos esparsos um sentido
social e histórico
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Situação de classe
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O conjunto de probabilidades típicas de provisão de bens, posição
externa, sentido pessoal, que derivam, dentro de uma determinada ordem
econômica, da magnitude e da natureza do poder de disposição (ou da carência
dele) sobre bens e serviços e das maneiras de sua aplicabilidade para a
obtenção de rendas ou receitas.
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Classe
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Grupo humano que se encontra numa igual situação de classe.
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Situação estamental
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Pretensão, tipicamente efetiva, aos privilégios positivos ou negativos
na consideração social, fundamentada no modo de vida .
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“Todo componente típico do destino dos homens, determinado por uma
estimativa específica, positiva ou negativa, da honraria”
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Estamentos
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Conjunto de homens que, dentro de uma associação, reclama de modo
efetivo uma consideração estamental exclusiva e, eventualmente, também, um
monoólio exclusivo de caráter estamental, que podem originar-se:
• Primariamente, de um modo de vida estamental próprio (estamentos de modo de vida – e profissionais) • Secundariamente, de carisma hereditário, através de pretensões efetivas de restígio, em virtude de uma precedência estamental (estamentos hereditários) • Por apropriação estamental, como monopólio, de poderes de mando, políticos ou hierocráticos (estamentos políticos e hierocráticos) |
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Partidos
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Têm seu lar na esfera do “poder”. Sua ação dirige-se ao exercício do
poder social, e isto significa: influência sobre uma ação social de conteúdo
qualquer: pode haver partidos, em princípio, tanto num “clube” social, quanto
num “Estado”.
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Poder
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Probabilidade de uma pessoa ou várias impor, numa ação social, a
vontade própria, mesmo contra a oposição de outros participantes desta
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Dominação
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Probabilidade de encontrar obediência dentro de um grupo determinado
para toda sorte de mandatos. Submissão a uma autoridade.
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Dominação racional
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Repousa na crença na legalidade de ordenações instituídas e dos
direitos de mando dos chamados por essas ordenações a exercer a autoridade.
Exercida por uma autoridade legal
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Dominação tradicional
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Repousa sobre a crença cotidiana na santidade das tradições que
vigoram desde tempos longínquos e na legitimidade dos que são designados por
essa tradição para exercer a autoridade. Exercida por uma autoridade
tradicional.
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Dominação carismática
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Repousa sobre a entrega extra-cotidiana à santidade, ao heroísmo ou à
exemplaridade de uma pessoa e às ordenações por ela criadas ou reveladas
(...). Exercida por uma autoridade
carismática.
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Autor
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Referência
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MARX
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COSTA, Maria Cristina Castilho. Introdução à ciência da sociedade. São
Paulo: Moderna, 1987. Ler: Karl Marx e a história da exploração do homem (p.
71-88)
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Conceito
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O que significa
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Alienação
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Econômica: separação do trabalhador dos seus meios de produção e perda
do controle do trabalhador sobre o produto do seu trabalho. Meios de produção
e controle sobre o produto do trabalho são apropriados pelos capitalistas.
Política: Estado considerado órgão político imparcial capaz de representar toda a sociedade (liberalismo). Estado não pode representar toda a sociedade porque não existe igualdade política e jurídica entre os homens. Estado representa apenas a classe dominante e age conforme interesse desta. Filosófica: divisão social do trabalho faz com que filosofia e ciência se tornem a atividade de um determinado grupo. Ela reflete o pensamento desse grupo. Esses sistema econômico, política e filosofia excluíram o trabalhador da participação efetiva na vida social. |
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Meios de produção
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Ferramentas, matérias-primas, terra e máquinas
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Força de trabalho
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Única propriedade do trabalhador, que ele tem que vender ao empresário
capitalista para assegurar sua sobrevivência.
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Forças produtivas
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Condições materiais de toda a produção (objetos –
matérias-primas identificadas e extraídas da natureza; instrumentos –
conjuntos de forças naturais já transformadas e adaptadas pelo homem, como
ferramentas ou máquinas, utilizadas segundo uma orientação técnica
específica; indivíduos que executam o trabalho pondo em ação os
objetos e instrumentos). Os objetos e instrumentos, ou seja, os meios de
produção, variam conforme as necessidades e finalidades sociais a que se
destinam.
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Relações de produção
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Formas pelas quais os homens se organizam para executar a atividade
produtiva. Elas se referem às diversas maneiras pelas quais são apropriados e
distribuídos os elementos envolvidos no processo de trabalho: as
matérias-primas, os instrumentos, os próprios trabalhadores e os produtos
finais. São as relações sociais mais importantes.
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Modo de produção
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Forma pela qual as forças produtivas e as relações de produção existem
e são reproduzidas numa determinada sociedade.
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Valor da mercadoria
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Tempo de trabalho socialmente necessário a sua produção
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Mais-valia
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Valor excedente produzido pelo operário, apropriado pelo capitalista.
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Mais-valia absoluta
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Mais-valia obtida com o prolongamento da jornada de trabalho.
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Mais-valia relativa
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Mais-valia obtida com o aumento da produtividade mediante a aplicação
de tecnologia, a mecanização, a substituição de homens por máquinas.
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Classes sociais
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São formadas a partir das desigualdades sociais provocadas pelas
relações de produção do sistema capitalista, as quais dividem os homens em
proprietários (burguesia) e não-proprietários (proletariado) dos meios de
produção.
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Situação de classe
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Valores, comportamentos, regras de convivência e interesses
partilhados por indivíduos de uma mesma classe social.
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Luta de classes
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Uma luta constante entre interesses opostos, embora nem sempre se
manifeste sob a forma de guerra declarada. As divergências, oposições e
antagonismos de classes estão subjacentes a toda relação social, nos mais
diversos níveis da sociedade, em todos os tempos, desde o surgimento da
propriedade privada.
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Práxis
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Ação política consciente e transformadora.
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Materialismo histórico
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A estrutura de uma sociedade depende da forma como os homens organizam
a produção social de bens. Produção social de bens engloba dois fatores
básicos: forças produtivas e relações de produção.
A forma pela qual as forças produtivas e as relações de produção existem e são reproduzidas numa determinada sociedade é o modo de produção. Em cada modo de produção, a desigualdade de propriedade, como fundamento das relações de produção, cria contradições básicas com o desenvolvimento das forças produtivas. Essas contradições se acirram até provocar um processo revolucionário, com a derrocada do modo de produção vigente e a ascensão de outro. |
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Um espaço para armazenar todos os textos apresentados e comentados em sala de aula pelo curso de gestão pública da UFRJ, acredito que os textos podem ser de interesse geral e aproveitados por futuros alunos do curso. Pretendo colocar outros textos relacionados que possam vir a servir como um complemento para o estudo.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Glossário da professora Claudia Pfeiffer
O blog da professora é esse aqui. Lá você encontra textos, artigos, palestras e glossários da própria. O que mais nos interessa é esse ultimo, o glossário para a nossa aula de ciências sociais para gestão pública. Além disso a Claudia disponibiliza outros conceitos dela e um glossário para a disciplina de desenvolvimento local. Você pode baixar ele nessa página. Mas resolvi por ele aqui para caso alguém não consiga baixar.
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