Em 5 de maio de 1818, nascia Karl Marx. Marx e Engels, no final da década de 40 do século XIX, tornaram-se os representantes das posições políticas e teóricas do proletariado, posições estas resultantes do processo histórico e social. E, nesse sentido, iniciaram, fundaram uma nova ciência, o marxismo, o materialismo histórico (ciência da história) e o materialismo dialético, enquanto expressão da luta de classes proletária, da ideologia proletária em luta com a ideologia burguesa. Em homenagem aos 187 anos do nascimento de Marx, reproduzimos extrato do artigo Karl Marx (uma Breve nota biográfica com uma exposição do marxismo), de Lênin, escrito em 1914. Neste artigo, Lênin assinala: “(...) [Marx e Engels] redigiram o célebre Manifesto do Partido Comunista, publicado em Fevereiro de 1848. Esta obra expõe, com uma clareza e um vigor geniais, a nova concepção do mundo, o materialismo conseqüente aplicado também ao domínio da vida social, a dialética como a doutrina mais vasta e mais profunda do desenvolvimento, a teoria da luta de classes e do papel revolucionário histórico universal do proletariado, criador de uma sociedade nova, a sociedade comunista”. Vale a pena ler o artigo na íntegra.
Armazém universitário
Um espaço para armazenar todos os textos apresentados e comentados em sala de aula pelo curso de gestão pública da UFRJ, acredito que os textos podem ser de interesse geral e aproveitados por futuros alunos do curso. Pretendo colocar outros textos relacionados que possam vir a servir como um complemento para o estudo.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Karl Marx - texto de Lênin
Este texto não foi peço por professor nenhum, mas gostaria de compartilhar. Espero que gostem e sirva para as aulas sobre o Karl Marx.
Em 5 de maio de 1818, nascia Karl Marx. Marx e Engels, no final da década de 40 do século XIX, tornaram-se os representantes das posições políticas e teóricas do proletariado, posições estas resultantes do processo histórico e social. E, nesse sentido, iniciaram, fundaram uma nova ciência, o marxismo, o materialismo histórico (ciência da história) e o materialismo dialético, enquanto expressão da luta de classes proletária, da ideologia proletária em luta com a ideologia burguesa. Em homenagem aos 187 anos do nascimento de Marx, reproduzimos extrato do artigo Karl Marx (uma Breve nota biográfica com uma exposição do marxismo), de Lênin, escrito em 1914. Neste artigo, Lênin assinala: “(...) [Marx e Engels] redigiram o célebre Manifesto do Partido Comunista, publicado em Fevereiro de 1848. Esta obra expõe, com uma clareza e um vigor geniais, a nova concepção do mundo, o materialismo conseqüente aplicado também ao domínio da vida social, a dialética como a doutrina mais vasta e mais profunda do desenvolvimento, a teoria da luta de classes e do papel revolucionário histórico universal do proletariado, criador de uma sociedade nova, a sociedade comunista”. Vale a pena ler o artigo na íntegra.
Em 5 de maio de 1818, nascia Karl Marx. Marx e Engels, no final da década de 40 do século XIX, tornaram-se os representantes das posições políticas e teóricas do proletariado, posições estas resultantes do processo histórico e social. E, nesse sentido, iniciaram, fundaram uma nova ciência, o marxismo, o materialismo histórico (ciência da história) e o materialismo dialético, enquanto expressão da luta de classes proletária, da ideologia proletária em luta com a ideologia burguesa. Em homenagem aos 187 anos do nascimento de Marx, reproduzimos extrato do artigo Karl Marx (uma Breve nota biográfica com uma exposição do marxismo), de Lênin, escrito em 1914. Neste artigo, Lênin assinala: “(...) [Marx e Engels] redigiram o célebre Manifesto do Partido Comunista, publicado em Fevereiro de 1848. Esta obra expõe, com uma clareza e um vigor geniais, a nova concepção do mundo, o materialismo conseqüente aplicado também ao domínio da vida social, a dialética como a doutrina mais vasta e mais profunda do desenvolvimento, a teoria da luta de classes e do papel revolucionário histórico universal do proletariado, criador de uma sociedade nova, a sociedade comunista”. Vale a pena ler o artigo na íntegra.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Glossário da professora Claudia Pfeiffer
O blog da professora é esse aqui. Lá você encontra textos, artigos, palestras e glossários da própria. O que mais nos interessa é esse ultimo, o glossário para a nossa aula de ciências sociais para gestão pública. Além disso a Claudia disponibiliza outros conceitos dela e um glossário para a disciplina de desenvolvimento local. Você pode baixar ele nessa página. Mas resolvi por ele aqui para caso alguém não consiga baixar.
Poder e estrutura nas organizações hospitalares
As estruturas organizacionais têm como propósito controlar as atividades da empresa e são impostas para que os indivíduos se conformem às exigências da organização. A base da estrutura organizacional reside no exercício do poder. A autoridade é uma forma de poder é um conceito estreitamente relacionado com a estrutura organizacional e se fundamenta em regras e normas estabelecidas por um regulamento reconhecido e aceito por todos os membros da organização. São as estruturas que criam fontes formais do exercício do poder e as posições que têm autoridade sobre as outras.
Assim como existem diferentes estruturas, existem diferentes tipos de autoridade. A autoridade de linha é aquela típica de gestores diretamente responsáveis, em toda a cadeia de comando, por alcançar os objetivos da organização. Por exemplo, em uma universidade, a autoridade de linha seria alocada nos departamentos responsáveis pelo ensino de pesquisa. À medida que a organização cresce, alguns cargos e departamentos são acrescentados para apoiar os atuais na execução de suas funções. A autoridade dos departamentos, grupos ou indivíduos que apoiam os gestores de linha com aconselhamento e assistência especificas, é denominada de autoridade de assessoria. Geralmente, os departamentos de RH, jurídico ou planejamento estratégico são considerados como assessoria, uma vez que não contribuem diretamente para os objetivos da organização fornecendo aconselhamento diverso aos departamentos de linda.
Nem sempre é fácil distinguir autoridade de linha de assessoria, já que, às vezes, pessoas em posições de linda parecem realizar funções de assessoria e vice-versa. Por sua natureza de aconselhamento, a autoridade de assessoria não é, normalmente, formal. Contudo, alguns departamentos de assessoria (por exemplo, auditoria) podem ter autoridade formal sobre membros de linha, dentro dos limites de suas funções.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Manifesto jusnaturalista
Paris, 1870
Cidadãos,
Temos um novo perigo diante de nós. Esta ameaça aparece sob a forma de um novo espirito científico, que, baseado no método indutivo, privilegia a observação e a experiência como fonte de conhecimento, dizendo que apenas estes elementos podem nos conduzir ao conhecimento verdadeiro dos fatos e sua correlações. Esta é a tese central deste novo movimento chamado positivismo.
Para estes senhores, suposições especulativas não tem lugar na ciência. O conhecimento científico é confiável porque é provado objetivamente. De acordo com estes teóricos, a ciência começa com a observação feita por um pesquisador livre de qualquer conceituação prévia dos fenômenos a que se propõe estudar. Os resultados desta observação descompromissada formarão a base das leis e teorias que constituem o conhecimento científico.
Mas eu pergunto a esses senhores positivistas: como o princípio indutivista pode ser provado? Como se sustenta a afirmação de que a ciência começa com a observação? Esta afirmação não seria uma construção metafísica? Acredito firmemente que estas premissas não se sustentam, pois toda observação e toda experimentação pressupõe teoria, mesmo que ela seja vaga.
Castells: como elites estão rompendo o pacto social
Com argumentos inconsistentes e sem visão de futuro, Ocidente constroi um Estado de Mal-estar. Para enfrentá-lo, novas alianças serão indispensáveis
Por Manuel Castells | Tradução: Daniela Frabasile
O que estamos vivendo em todo o mundo, no contexto da crise financeira, é uma transição – do E
stado de Bem-estar social para um Estado de Mal-estar. Na convenção do Partido Republicano, nos Estados Unidos, realizada em Tampa, semana passada, aclamou-se um programa baseado na proposta de Orçamento apresentada por Paul Ryan, o líder mais carismático da direita. Implica cortar serviços públicos; reduzir maciçamente os impostos pagos pelos endinheirados e grandes empresas; manter os que são exigidos dos setores médios e baixos. Alega-se que, assim, será possível reduzir o déficit orçamentário (principalmente através dos cortes de despesas) e estimular o investimento (porque os ricos supostamente investiriam com o dinheiro disponível, o que contraria a evidência empírica dos últimos vinte anos…).
Quem se importa? Há economistas que constroem gráficos para justificar qualquer coisa. O importante é ter o poder de fazer. Os republicanos controlam a Câmara, graças à ingenuidade de Obama. E se Romney e Ryan chegarem à Casa Branca, a castigada sociedade estadunidense deverá chorar e ranger os dentes – com o apoio da maioria de homens brancos, que são tão racistas quanto são antigoverno por ideologia. O mais espantoso é o projeto de liquidar gradualmente a Medicare, programa de saúde pública dos Estados Unidos para os idosos. É possível imaginar uma política mais abertamente antissocial, que retira a cobertura médica dos idosos aposentados? Era impensável – mas em tempos de crise financeira, tudo é possível. Inclusive a perspectiva de que uma crise causada pela liderança financeira resulte no salvamento das instituições financeiras e na recompensa milionária seus executivos (com salários e cortes de impostos), para penalizar os mais vulneráveis com a remoção de elementos essenciais de proteção social.
Por Manuel Castells | Tradução: Daniela Frabasile
O que estamos vivendo em todo o mundo, no contexto da crise financeira, é uma transição – do E
stado de Bem-estar social para um Estado de Mal-estar. Na convenção do Partido Republicano, nos Estados Unidos, realizada em Tampa, semana passada, aclamou-se um programa baseado na proposta de Orçamento apresentada por Paul Ryan, o líder mais carismático da direita. Implica cortar serviços públicos; reduzir maciçamente os impostos pagos pelos endinheirados e grandes empresas; manter os que são exigidos dos setores médios e baixos. Alega-se que, assim, será possível reduzir o déficit orçamentário (principalmente através dos cortes de despesas) e estimular o investimento (porque os ricos supostamente investiriam com o dinheiro disponível, o que contraria a evidência empírica dos últimos vinte anos…).
Quem se importa? Há economistas que constroem gráficos para justificar qualquer coisa. O importante é ter o poder de fazer. Os republicanos controlam a Câmara, graças à ingenuidade de Obama. E se Romney e Ryan chegarem à Casa Branca, a castigada sociedade estadunidense deverá chorar e ranger os dentes – com o apoio da maioria de homens brancos, que são tão racistas quanto são antigoverno por ideologia. O mais espantoso é o projeto de liquidar gradualmente a Medicare, programa de saúde pública dos Estados Unidos para os idosos. É possível imaginar uma política mais abertamente antissocial, que retira a cobertura médica dos idosos aposentados? Era impensável – mas em tempos de crise financeira, tudo é possível. Inclusive a perspectiva de que uma crise causada pela liderança financeira resulte no salvamento das instituições financeiras e na recompensa milionária seus executivos (com salários e cortes de impostos), para penalizar os mais vulneráveis com a remoção de elementos essenciais de proteção social.
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